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Ler os rótulos na compra no mercado ajuda?

No lugar do pão de forma feito com farinha branca, entram as misturas integrais. O iogurte precisa ser light, o suco é livre de conservantes e açúcar e a salada só se for feita com verduras orgânicas. 

Nos últimos anos, tem aumentado o número de brasileiros que estão trocando alimentos gordurosos e fast food por produtos mais saudáveis.

Uma recente pesquisa divulgada pela PROTESTE aponta que as pessoas estão dispostas a pagar mais por alimentos orgânicos e socialmente sustentáveis.

 Dos entrevistados, 51% disseram que estão retirando doce da dieta. Quatro em cada dez estão comprando menos carne vermelha e 48% comendo menos proteína animal e mais vegetal.

Atualmente, o Brasil é o quarto maior mercado do mundo de alimentação natural (o que engloba os alimentos funcionais, com adição de ingredientes saudáveis e redução de sal, açúcar e gorduras), atrás apenas dos Estados Unidos, China e Japão."Existe uma tendência, principalmente fora do lar, de que a alimentação precisa ser mais saudável, com produtos cada vez mais frescos", diz Victor Trujillo, professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing, em São Paulo. Segundo ele, frente à demanda, as indústrias estão investindo cada vez mais no setor.

Para se ter uma ideia, de 2009 a 2014, o segmento cresceu 95% no país e movimentou quase R$ 80 bilhões de reais apenas em 2014, segundo a Euromonitor, empresa europeia de monitoramento. No mundo, o crescimento de produtos saudáveis é de três a quatro vezes maior que o da venda de alimentos convencionais.

De acordo com os especialistas, os brasileiros apoiam a alimentação saudável, mas ainda não possuem uma visão muito clara do que isso realmente significa. "Muitas pessoas têm a sensação de que os produtos integrais, por exemplo, são realmente muito saudáveis.

No entanto, quando observamos a embalagem, a quantidade de farinha integral de alguns pães não passa de 10%. Não é saudável, mas pensamos que é", diz Jacqueline Hochberg, do departamento de nutrição da Universidade de São Paulo. "A visão do consumidor sobre o produto ainda é muito superficial. Muitas vezes, as pessoas acreditam que apenas a forma do preparo pode determinar se aquele alimento é saudável ou não", completa Trujillo.

Na lista dos alimentos que parecem saudáveis, mas nem tanto, estão as barrinhas de frutas, que possuem excesso de açúcar. Os pães multigrãos também enganam, já que nem sempre trazem sementes integrais, entre outros. Para quem quer entrar no time da alimentação saudável, a nutricionista Jacqueline dá quatro dicas para a escolha dos produtos:

Busque alimentos com poucos ingredientes na composição

A famosa regra ''nunca coma um alimento que leve ingredientes que sua vó não conheça'' se encaixa perfeitamente por aqui. Ao escolher um molho de tomate, por exemplo, opte por aquele com menor variedade de ingredientes. ''Assim, deixamos de levar um produto cheio de conservantes e estabilizantes'', explica Jacqueline.

Leia o rótulo

O rótulo é uma espécie de ficha técnica do alimento. Além da tabela nutricional, ele traz a lista dos ingredientes que compõe o produto, sempre em ordem decrescente. Assim, o primeiro ingrediente é sempre aquele que vem em maior quantidade. Modere o consumo dos alimentos que trazem açúcar ou gorduras já nas primeiras posições.

Procure cozinhar mais em casa

Mesmo com uma vida corrida, experimente cozinhar mais em casa. É mais saudável comer uma lasanha feita com ingredientes naturais do que descongelar uma opção light. Não tem milagre, o produto industrializado possui conservantes, mais sódio e não tem comparação com a opção fresquinha.

Fique de olho nos orgânicos

No supermercado ou em grandes redes de hortifrúti, cheque se o produto tem certificações de orgânico, que indicam que o produto cumpre as normas determinadas pela Anvisa. Em estabelecimentos menores, é provável que os itens não tenham os selos, mas não quer dizer que não sejam naturais. Muitas vezes, os pequenos produtores não conseguem a certificação por ser caro e burocrático.



Fonte : UOL
Foto   : Thinkstok